Espaço Cultural Estação Mirandópolis - ECEM


Estação e a sua História

MIRANDÓPOLISA estação, sem data. Foto cedida por Marcello Tálamo

Município de Mirandópolis, SP

Variante de Jupiá - km 93,700 (1937) SP-1656

Linha-tronco - km 374,700 (1949)  Inauguração: 31.03.1936

Uso atual: abandonada com trilhos

Data de construção do prédio atual: 1936 

 

HISTORICO DA LINHA: A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil foi aberta em 1906, seguindo a partir de Bauru, onde a Sorocabana havia chegado em 1905, até Presidente Alves, em setembro de 1906. Em janeiro de 1907 atingia Lauro Müller, em 1908 Araçatuba e em 1910 atingia as margens do rio Paraná, em Jupiá, de onde atravessaria o rio, de início com balsas, para chegar a Corumbá, na divisa com o Paraguai, anos depois. O trecho entre Araçatuba e Jupiá, que até 1937 costeava o rio Tietê em região infestada de malária, foi substituído nesse ano por uma variante que passou a ser parte do tronco principal, enquanto a linha velha se tornava o ramal de Lussanvira. Em 1957, a Noroeste passou a fazer parte da Refesa. Transportou passageiros até cerca de 1995, quando esse transporte foi suprimido. Em 1996, a Refesa deu a concessão da linha para a Novoeste, que transporta cargas até hoje.

  A estação em 10/1979. Foto José H. Bellorio

A ESTAÇÃO: A cidade de Mirandópolis foi fundada em 1934, com o nome de São João da Saudade, dois anos antes da inauguração da estação ferroviária, que passaria a ser a ponta da variante de Jupiá, em 1936. Em 1940, a estação passou a integrar a linha-tronco da Noroeste. Por algum tempo, nos anos 30, chamou-se Comandante Arbués (por causa do comandante Pedro Arbués, da  Força Pública do Estado), mas curiosamente a estação já tinha o nome de Mirandópolis, em homenagem ao senador Rodolfo Miranda, e acabou nomeando a cidade. Tornou-se município em 1944. "durante o início de minha infância e até os 11 anos (1985) eu brinquei muito nesses trilhos e o quintal do Hotel Paz, da minha avó, dava nos trilhos, quase do lado da estação" (Carlos Eduardo Vercelino, 01/2007). A estação está hoje abandonada (2006).

A praça em frente à estação, em 07/1986. Foto José H. Bellorio                                                                                     Fachada da estação, em janeiro de 2001. Foto Antonio A. G. Mietto



Escrito por ECEM às 17h04
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Conheça Mirandópolis

Mirandópolis e sua História

 

A região onde está localizada a cidade de Mirandópolis foi primitivamente habitada pelos índios Caiganges.

 

Por volta de 1921, o tropeiro Ângelo Ribeiro Batista, já passava com seus comboios pela zona do espigão divisor das águas do Rio Tietê e do Rio Aguapeí, esse foi o homem que persuadiu Manoel Alvez de Athaíde a comprar de Manoel Bento da Cruz 50 alqueires na região onde hoje se ergue Mirandópolis e para cá se mudar no dia 3 de

 

Agosto de 1922, deixando seu bairro de Córrego Grande, no município de Araraquara.

 

Extasiado com as terras que comprara, começa logo as derrubadas.

 

Por volta de 1934, quandos as pontas dos trilhos da Varante Araçatuba-Jupiá se achavam em Valparaíso, Manoel Alvez de Athaíde(há tempos já residente na região), o senador Rodolfo Miranda, Raul da Cunha Bueno, João Domingues de Souza, Francisco Batista da Rocha, Antonio Alvez e Delfino Silveira Pinto, levantaram, a 32Km de Valparaíso e a 94Km de Araçatuba no espigão de divisor do Rio Tiête e Aguapeí, as primeiras casas que deram origem ao povoado de São João da Saudade.

 

Dono de uma próspera povoação, Manoel Alvez de Athaíde esqueceu a sua situação de pequeno proprietário rural e passou a ser chamado de Coronel, possuidor de uma vasta fortuna e de um prestígio incalculável diante de seu povo.

 

Cuidava para que sua palavra tivesse força de lei, e não permitia uma simples festa sem seu expresso consentimento, não aceitava conselhos e não permitia assessores, as casas construídas só podiam ser habitadas depois de inauguradas por ele, com ruidosas noites de catira.

 

No mesmo ano de 1934, numa rústica capela, onde se localiza a praça municipal, a pedido de Manoel Alvez de Athaíde, foi realizada a primeira missa em solo mirandopolense, celebrada pelo Padre Mauro Eduardo, vigário de Valparaíso.

 

Seu fundador declarava então fundada a cidade de seus sonhos.

 

De 1934 a 1955, houveram muitas contradições em relação a data de fundação. Foi quando a Câmara Municipal acolheu o projeto do vereador Neif Mustafa e aprovou a lei 183, de 31 de Maio de 1955, que passou a considerar oficialmente o dia 24 de junho como dia da fundação de Mirandópolis.

 

Já castigado pelos anos, Athaíde perdera o antigo vigor e disposição para enfrentar as dificuldades surgidas.

 

Ao falecer em 1972, aos 86 anos, estava reduzido a mais completa pobreza, voltara à sua humildade de homem pobre, quase desconhecido na própria cidade que criara

 

Ainda em 1935, instalava-se no povoado, as primeiras indústrias madeireiras e inúmeras máquinas de arroz e café, aguardando o inicio da produção agrícola.

 

O progresso do povoado reclamava quase desde os primeiros passos a emancipação administrativa, ou seja, a sua elevação a categoria de vila com a criação do Distrito de Paz.

 

Foi o então prefeito de Araçatuba, Joaquim Ferraz que se encarregou de solicitar a Assembléia Legislativa a criação do distrito.

 

Criado oficialmente em 1937, o Distrito de Paz "Comandande Árbues", o nome devido a uma homenagem que a Assembléia Legislativa quis prestar ao Coronel Pedro Árbues, antigo comandante da força pública do Estado.

 

Manoel Alvez de Athaíde não foi consultado para a criação do distrito e nem ao menos em relação a mudança de nome.

 

Antes de se tornar Distrito de Paz Comandante Árbues, o povoado de São João da Saudade, já tinha passada a chamar Mirandópolis, em homenagem ao Senador Rodolfo Miranda, inclusive a já existente estação ferroviária também estava com este nome.

 

O Distrito de Comandante Àrbues foi oficialmente instalado no dia 22 de maio de 1937, foi também instalado o cartório de registro civil e empossado seu primeiro serventuário, Alcino Nogueira de Sylos, antigo servidor da Prefeitura Municipal de Araçatuba.

 

No dia 03 de Agosto de 1937, foi criada a subdelegacia, e nomeado seu primeiro subdelegado, José Ribeiro.

 

As divisas territoriais do novo distrito ultrapassavam o Rio Feio e Aguapeí, abrangendo terras dos atuais municípios de Irapuru e Flórida Paulista. Esse território foi criação daqueles municípios.

 

Muito trabalho e muita luta na criação do município de Mirandópolis, uma comissão formada por pessoas influentes da sociedade local teve que trabalhar bastante contra a oposição de Valparaíso, que iria perder parte de seu território e também contra Maria Trindade Cardoso de Melo Alvaz Otelo, propriedade de uma parte do patrimônio de Machado de Melo.

 

Maria de Melo pretendia que a sede do município a ser criado, fosse localizado em suas terras e alegando ser ali a segunda zona do Distrito de Paz Comandante Àrbues.

 

Residindo em São Paulo e com fácil acesso a junta revisora, devido a posição social e política de seus familiares, Maria Trindade só não conseguiu seu objetivo, devido à vigilância constante da Comissão de Mirandópolis, que foi obrigada a solicitar a vinda de um dos membros da junta para uma avaliação das condições das duas localidades.

 

Finalmente a junta de revisão do quadro territorial administrativo do Estado, aprovou o pedido da comissão, elevando o Distrito de Paz Comandante Àrbues à categoria de Município, com o nome de Mirandópolis.

 

Na época da criação do município, estávamos em pleno regime instituído pelo chamado Estado Novo, criado com o golpe de Getúlio Vargas, em conseqüência, os prefeitos eram nomeados pelos interventores federais no Estado e poder Legislativo Municipal.

 

A comissão de havia representado Mirandópolis, junto ao Governador do Estado, indicou o nome de Alcino Nogueira de Sylos para prefeito.

 

Mas a situação de Maria Trindade, junto aos orgãos do Palácio do Governo, conseguiu modificar essa nomeação, e o cargo de primeiro prefeito da nova cidade de

 

Mirandópolis foi conferido a João Batista do Amaral, recebido com protesto pela comissão e população.

 

Mesmo assim, João Batista do Amaral tomou posse e se instalou solenemente no município no dia 1º de janeiro de 1945.

 

Nove meses depois, João Batista entrou em contato com o então dentista, Dr. Alcides Falleiros e o encarregou de entrar em contato com as pessoas mais representativas da cidade para a escolha de um substituto para seu cargo, pois entendera que a tarefa de governar com inteira oposição do povo era difícil.

 

O prefeito assinou seu pedido de renúncia no dia 15 de outubro, e no intervalo Federal no Estado, nomeou para o cargo, Manoel Frauzino Correa.

 

No ano de 1948, foram realizadas as primeiras eleições municipais, tendo sido eleito, Delmiro Luiz Rigolon, juntamente com a primeira Câmara Municipal.

 

No começo de seu mandato começou a tomar as primeiras providências para a criação da comarca. No final do mês de novembro de 1952, foi criada a comarca de Mirandópolis, em seguida nomeadas as autoridades judiciárias, Dr. Agnaldo dos Santos e João José Brandi Ramacioti, respectivamente Juiz de Direito e Promotor de Justiça.



Escrito por ECEM às 16h43
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CRONOGRAMA

OFICINAS DE TEATRO – (Shirlei Oliveira)

 

- Sábados e Domingos – a partir das 14h

 

OFICINAS DE CAPOEIRA – (Piuí)

 

- Segundas, Quartas e Sextas-feira – das 19h30 às 22h

 

OFICINAS DE BUSHIDÔ – (Gil)

 

ADULTO: Terças e quintas-feiras – das 19h30 às 21h

INFANTIL: Terças e quintas-feiras – das 15h30 às 17h e das 17h às 18h30

 

OFICINAS DE MÚSICA – (Gustavo)

 

- Terças e quintas-feiras – das 20h às 21h e das 21h às 22h

 

GINÁSTICA “APAM” – GRUPO REVIVER – (SANDRA)

 

- Segundas, quartas e sextas-feiras – das 18h30 às 19h15

 

GINÁSTICAS “ENERGIA POSITIVA” – (Leandro)

 

- Todos os dias – das 7h às 7h45

                       

                                   Os interessados nas demais oficinas, como dança e aulas de reforço, bem como nas supra-citadas, devem procurar a secretaria do Centro Cultural, e fazer sua inscrição com Letícia, no horário das 13h30 às 17h.



Escrito por ECEM às 08h18
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COMUNICADO

Iniciamos 2009 sob uma nova expectativa. Muitos são os planos e projetos para este local, e o nosso desejo é de união. Que possamos unir forças e adequar trabalhos em prol não de um, mas de toda uma comunidade. Que façamos jus aos ensinamentos deixados pelo Pai, de amor ao próximo, sem julgamentos antecipados, sem pensamentos ou atitudes mesquinhas ou egoístas.

                        O que nos faz diferenciados, é nosso dom de raciocino, que nos faz sentar e trocar idéias: “Qual o seu desejo? Seus planos? O que você almeja em tua vida?”

                        A resposta, com certeza em comum, será PAZ.

                        A arte ensina a paz, o esporte a solidariedade, a cultura ensina a ter educação.

                        Uma Nação que não tem cultura, não tem memória. Se não há memória, não há respeito pela nossa história. Sem respeito pela nossa história, sobra um ser isolado, solitário.

                        Façamos 2009 valer a pena. Este espaço está sendo modificado e a primeira mudança não é exatamente no espaço físico que deve acontecer, mas na alma de cada um de nós. Descubram o que pode melhorar aqui dentro, e tragam estas mudanças. Sejam aliados.

                        Por que fazemos isso?

                        Bom, responderei à minha maneira, mas cada um tem seus motivos. Faço isso porque um dia, pessoas ligadas à cultura, ensinaram a mim o quão poderosa era a arte. Aprendi a falar em público com a arte. Aprendi a conhecer pessoas com a arte. Aprendi sobre diferenças e a respeitá-las com a arte. Aprendi sobre necessidades com arte. Aprendi a sorrir mais com a arte. Aprendi que cada pessoa possui seu tempo, com a arte. Aprendi verdadeiramente como é SER HUMANO com a arte. Se não fosse a arte, eu seria somente mais um ser solitário, dentro de um mundo pessoal remoendo sonhos não realizados pelo medo de buscar o que acredita.

                        Estou ligada a isto como muitos já, porque conheço muita gente com as mesmas reclamações de falta de opções na cidade. Estamos criando uma opção, não, uma não, várias. Aqui há aulas de teatro, música, ginástica, reforço escolar, dança, artes marciais, capoeira, enfim... basta procurar a Letícia durante a semana no horário das 13h30 às 17h, neste local e vocês obterão mais informações, bem como poderão se inscrever em qualquer aula. É aberto a todos.

                        Não reclamem, não critiquem o trabalho de quem está tentando. Opine, participe, aí sim você estará fazendo algo de bom a alguém. Direta ou indiretamente.

                        ACREDITE NESTE SONHO!!!

 

                                                                                                  Shirlei Oliveira dos Santos

Diretora do Centro Cultural “Estação Mirandópolis”



Escrito por ECEM às 08h17
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Capoeira 3ª parte

Estilos de capoeira

Existem muitos tipos de capoeira. Os dois principais são a Capoeira Angola, e a Capoeira Regional.

 

Angola

A Angola é o estilo mais próximo de como os negros escravos jogavam a Capoeira. Caracterizada por ser mais lenta, porém rápida, movimentos furtivos executados perto do solo, como em cima, ela enfatiza as tradições da Capoeira, que em sua raiz está ligada ao rituais afro-brasileiros, caracterizado pelo Candomblé, sua música é cadenciada, orgânica e ritualizada, e o correto é estar sempre acompanhada por uma bateria completa de 08 instrumentos.

 

A designação "Angola" aparece com os negros que vinham para o Brasil oriundos da África, embarcados no Porto de Luanda que, independente de sua origem, eram designados na chegada ao Brasil de "Negros de Angola", vide ABC da Capoeira Angola escrito pelo Mestre Noronha quando ele cita o Centro de Capoeira Angola Conceição da Praia, criado pela nata da capoeiragem baiana no início dos anos 1920. Mestre Pastinha (Vicente Ferrera Pastinha) foi o grande ícone do estilo. Grande defensor da preservação da Capoeira Angola, inaugurou em 23 de fevereiro de 1941 o Centro Esportivo de Capoeira Angola (CECA). Dos ensinamentos do Mestre Pastinha foram formados grandes mestres da capoeiragem Angola, a exemplo dos Mestres: João Pequeno, João Grande, Valdomiro Malvadeza, Albertino da Hora, Raimundo Natividade, Gaguinho Moreno, 45, Pessoa Bá-Bá-Bá, Trovoada, Bola Sete, dentre outros que continuam transmitindo seus conhecimentos para os novos angoleiros, como Mestre Morais.

 

É comum a primeira vista ver o jogo de Angola como não perigoso ou não elaborado, contudo o jogo Angola se assemelha ao xadrez pela complexidade dos elementos envolvidos. Por ter uma sistemática estruturada em rituais de aprendizado completamente diferentes da Regional, seu domínio é muito mais complicado, envolvendo não só a parte mecânica do jogo mas também características como sutileza, o subterfúgio, a dissimulação, a teatralização, a mandinga e/ou mesmo a brincadeira para superar o oponente. Um jogo de Angola pode ser tão ou mais perigoso do que um jogo de Regional.

 

Regional

A capoeira regional foi criada por Mestre Bimba (Manuel dos Reis Machado, 1899-1974)

 

Bimba criou sequências de ensino e metodizou o ensino de capoeira. Inicialmente, Bimba chamou sua capoeira de "Luta regional baiana", de onde surgiu o nome regional.

 

Manoel dos Reis Machado, conhecido por ser um habilidoso lutador nos ringues, e inclusive, ser um exímio praticante da capoeira Angola, procurou fazer com que a capoeira tivesse uma maior força como luta e fez isto incorporando a ela novos golpes. Um fato que é conhecido, é de que Bimba teria incorporado golpes do Batuque, uma luta já extinta, que era rica em golpes traumáticos e desequilibrantes. Inclusive, sabe-se que o pai de Mestre Bimba era praticante desta luta.

 

Há muita discussão também sobre se Bimba teria ou não absorvido golpes de outras lutas, como judô, o jiu-jitsu, a luta livre e o savate, luta de origem francesa, para compor sua capoeira Regional. Entre os velhos mestres, essa é a opinião vigente, mas, apesar disso, eles não acham que este fato seja negativo ou descaracterizador.

 

A Regional surgiu por volta de 1930. Mas Mestre Bimba se preocupou não só em fazer com que a capoeira fosse reconhecida como luta, ele também criou o primeiro método de ensino da capoeira, as "sequências de ensino" que auxiliavam o aluno a desenvolver os movimentos fundamentais da capoeira.

 

Em 1932, foi fundada por Mestre Bimba a primeira academia de capoeira registrada oficialmente, em Salvador, com o nome de "Centro de Cultura Física e Capoeira Regional da Bahia".

 

Das muitas apresentações que Mestre Bimba fez, talvez a mais conhecida tenha sido a ocorrida em 1953, para o então presidente Getúlio Vargas, ocasião em que teria ouvido do presidente: "A capoeira é o único esporte verdadeiramente nacional."

 

Na academia de Mestre Bimba, a rigorosa disciplina que vigorava determinava três níveis hierárquicos: "calouro", "formado" e "formado especializado". Uma das maiores honras para um discípulo era poder jogar Iúna, isto é, jogar na roda de capoeira ao som do toque denominado Iúna, executado pelo berimbau. O jogo de Iúna tinha a função simbólica de promover a demarcação do grupo dos formados para o grupo dos calouros. A única peculiaridade técnica do jogo de Iúna em relação aos jogos realizados em outros momentos no ritual da roda de capoeira era a obrigatoriedade da aplicação de um golpe ligado no desenrolar do jogo, além do fato de destacar-se pela maior habilidade dos capoeiristas que o executavam. O jogo de Iúna era praticado apenas ao som do berimbau, sem palmas ou outros instrumentos o que reforçava seu caráter solene. Ao final de cada jogo, todos os participantes aplaudiam os capoeiristas que saíam da roda.

 

A Regional é mais recente, com elementos fortes de artes-marciais em seu jogo. A Regional (Luta Regional Baiana) tornou-se rapidamente popular, levando a Capoeira ao grande público e mudando a imagem do capoeirista tido no Brasil até então como um marginal. Seu jogo é mais rápido, mas também existem jogos mais lentos e compassados. Apesar do que muitos pensam, na capoeira regional não são utilizados saltos mortais, pois um dos fundamentos da capoeira regional, segundo Mestre Bimba é manter no mínimo uma base ao solo (um dos pés ou uma das mãos). O forte da capoeira regional são as quedas, rasteiras, cabeçadas.

 

Em toques rápidos como São Bento Grande de Bimba se faz um jogo mais rápido, porém sempre com manobras de ataque e defesa (importante ressaltar que todos os golpes devem ter objetivo), mas sempre respeitando o camarada vencido (parar o golpe se perceber que ele machucará o parceiro, mostrando assim sua superioridade e humildade diante do camarada). Ambos os estilos são marcados pelo uso de dissimulação e subterfúgio - a famosa mandinga - e são bastante ativos no chão, sendo frequentes as rasteiras, pontapés, chapas e cabeçadas.



Escrito por ECEM às 15h44
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Capoeira 2ª parte

Música

 

A música é um componente fundamental da capoeira. Foi introduzida como forma de ludibriar os escravizadores, fazendo-os acreditar que os escravos estavam dançando e cantando, quando na verdade também estavam treinando golpes para se defenderem. Ela determina o ritmo e o estilo do jogo que é jogado durante a roda de capoeira. A música é composta de instrumentos e de canções, podendo o ritmo variar de acordo com o Toque de Capoeira de bem lento (Angola) a bastante acelerado (São Bento Grande). Muitas canções são na forma de pequenas estrofes intercaladas por um refrão, enquanto outras vêm na forma de longas narrativas (ladainhas). As canções de capoeira têm assuntos dos mais variados. Algumas canções são sobre histórias de capoeiristas famosos, outras podem falar do cotidiano de uma lavadeira. Algumas canções são sobre o que está acontecendo na roda de capoeira, outras sobre a vida ou um amor perdido, e outras ainda são alegres e falam de coisas tolas, cantadas apenas para se divertir. Os capoeiristas mudam o estilo das canções freqüentemente de acordo com o ritmo do berimbau. Desta maneira, é na verdade a música que comanda a capoeira, e não só no ritmo mas também no conteúdo. O toque Cavalaria era usado para avisar os integrantes da roda que a polícia estava chegando; por sua vez, a letra é constantemente usada para passar mensagens para um dos capoeiristas, na maioria das vezes de maneira velada e sutil.

 

Os instrumentos são tocados numa linha chamada bateria. O principal instrumento é o berimbau, que é feito de um bastão de madeira envergado por um cabo de aço em forma de arco e uma cabaça usada como caixa de reverberação. O berimbau varia de afinação, podendo ser o Berimbau Gunga (mais grave), Médio (médio) e viola (mais agudo). Os outros instrumentos são: pandeiro, atabaque, caxixi e com menos freqüência o ganzá e o agogô.

 

A dança na capoeira

O batuque, maculelê, puxada de rede e samba de roda são danças (manifestações culturais) fortemente ligadas à capoeira.

  

Roda de capoeira regional

A roda de capoeira é um círculo de pessoas em que é jogada a capoeira.

 

Os capoeiristas se perfilam na roda de capoeira batendo palma no ritmo do berimbau e cantando a música enquanto dois capoeiristas jogam capoeira. O jogo entre dois capoeiristas pode terminar ao comando do capoeirista no berimbau ou quando algum capoeirista da roda entra entre os dois e inicia um novo jogo com um deles.

 

Em geral a capoeira não busca destruir o oponente, porém contusões devido a combates mais agressivos não são raras. Entretanto, de maneira geral o capoerista prefere mostrar sua superioridade "marcando" o golpe no oponente sem no entanto completá-lo. Se o seu oponente não pode evitar um ataque lento, não existe razão para utilizar um golpe mais rápido.

 

A ginga é o movimento básico da capoeira, é um movimento de pernas no ritmo do toque que lembra uma dança, porém capoeristas experientes raramente ficam gingando pois estão constantemente atacando, defendendo, e "floreando" (movimentos acrobáticos). Além da ginga são muito comuns os chutes em rotação, rasteiras, golpes com as mãos, cabeçadas, esquivas, saltos, mortais, giros apoiados nas mãos e na cabeça, movimentos acrobáticos e de grande elasticidade e movimentos próximos ao solo.

 

 



Escrito por ECEM às 15h42
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Capoeira

A capoeira é uma expressão cultural brasileira que mistura luta, dança, cultura popular, música. Desenvolvida no Brasil por escravos africanos e seus descendentes, é caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando os pés, as mãos, a cabeça, os joelhos, cotovelos, elementos ginástico-acrobáticos, e golpes desferidos com bastões e facões, estes últimos provenientes do Maculelê. Uma característica que a distingue da maioria das outras artes marciais é o fato de ser acompanhada por música.

A palavra capoeira tem alguns significados, um dos quais refere-se às áreas de mata rasteira do interior do Brasil. Foi sugerido que a capoeira obtivesse o nome a partir dos locais que cercavam as grandes propriedades rurais de base escravocrata. Também, a palavra Tupi-Guarani "capuera" significava "Mata destruida pela mão de homem e renascida, não virgem"

História

Durante o século XVI, Portugal enviou escravos para o Brasil, provenientes da África Ocidental. O Brasil foi o maior receptor da migração de escravos, com 42% de todos os escravos enviados através do Oceano Atlântico. Os seguintes povos foram os que mais frequentemente eram vendidos no Brasil: grupo sudanês, composto principalmente pelos povos Iorubá e Daomé, o grupo guineo-sudanês dos povos Malesi e Hausa, e o grupo banto (incluindo os kongos, os Kimbundos e os Kasanjes) de Angola, Congo e Moçambique.

Os negros trouxeram consigo para o Novo Mundo as suas tradições culturais e religião. A homogeneização dos povos africanos e seus descendentes no Brasil sob a opressão da escravatura foi o catalisador da capoeira. A capoeira foi desenvolvida pelos escravos do Brasil, como forma de elevar o seu moral, transmitir a sua cultura e principalmente como forma de resistir aos seus escravisadores, geralmente era praticada nas capoeiras, e a noite nas sensalas onde os escravos ficavam acorrentados pelos braços, o que explica o fato de a maioria dos golpes serem desferidos com os pés, foi também muito praticada nos quilombos, onde os escravos fugitivos tinham liberdade para expressar sua cultura. Há relatos de historiadores de que Zumbi dos Palmares e seus quilombolas comandados, só conseguiram defender o Quilombo dos Palmares dos ataques das tropas coloniais, porque eram exímios capoeiristas, mesmo possuindo material bélico muito aquém dos utilizados pelas tropas coloniais e geralmente combatendo em menor número, resistiram a pelo menos vinte e quatro ataques de grupos com até três mil integrantes, comandados por capitães-do-mato, e foram necessários dezoito grandes ataques de tropas militares ao Quilombo dos Palmares para derrotar os quilombolas, soldados de Portugal relatavam ser necessários mais de um dragão (militar) para capturar um quilombola, porque se defendiam com estranha técnica de ginga, pernas, cabeça e braços, muitos comandantes de tropa portugueses e até um governador-geral, consideraram ser mais dificil derrotar os quilombolas do que os holandeses. Há registros da prática da capoeira nos séculos XVIII e XIX nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro, e Recife, porém durante anos a capoeira foi considerada subversiva, sua prática era proibida e duramente reprimida. Devido a essa repressão, a capoeira praticamente se extinguiu no Rio de Janeiro, onde os grupos de capoeiristas eram conhecidos como maltas, e em Recife, onde segundo alguns a capoeira deu origem à dança do frevo, conhecida como o passo.

Em 1932, Mestre Bimba fundou a primeira academia de capoeira do Brasil em Salvador. Mestre Bimba acrescentou movimentos de artes marciais e desenvolveu um treinamento sistemático para a capoeira, estilo que passou a ser conhecido como Regional. Em contraponto, Mestre Pastinha pregava a tradição da capoeira com um jogo matreiro, de disfarce e ludibriação, estilo que passou a ser conhecido como Angola. Da dedicação desses dois grandes mestres, a capoeira deixou de ser marginalizada, e se espalhou da Bahia para todos os estados brasileiros.



Escrito por ECEM às 15h40
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Bushido

Bushido (武士道, literalmente, "caminho do guerreiro"[1]?) era um código de conduta não-escrito e um modo de vida para os Samurai (a classe guerreira do Japão feudal ou bushi), que fornecia parâmetros para esse guerreiro viver e morrer com honra.

 

O ideograma "do" (), no sentido utilizado no termo japonês Bushido, é equivalente à forma chinesa “Tao”, e exprime o conceito filosófico de absoluto. Este conceito traz a idéia de origem, princípio e essência de todas coisas.

 

Influências

O Bushido foi formado e influenciado pelos conceitos do Budismo, Xintoísmo e Confucionismo[2]. A combinação dessas doutrinas e religiões formaram o código de honra do guerreiro samurai, conhecido como bushido.

 

Em função das influências do Budismo, os samurais não temiam a morte, pois acreditavam na existência da vida após a morte: (ex kamikazes) renasceriam no encargo de guerreiro em suas contínuas reencarnações. Os samurais também não temiam os perigos, uma vez que as técnicas de meditação do Zen foram usadas como um meio de limitar esse temor. Com os ensinamentos Zen, os samurais buscavam entrar em harmonia com seu Eu interior e com o mundo a sua volta. O desapego era a base do samurai e, com a prática do desapego, os samurais formaram a maior casta de guerreiros que já existiu.

 

O Bushido foi influenciado também pelos preceitos do Xintoísmo, como a lealdade, o patriotismo, e a reverência aos seus antepassados. Com tal lealdade para com a memória de seus ancestrais, os samurais empenham essa mesma reverência ao imperador e ao seu daimyo ou senhor feudal. O Xintoísmo também fornece importância para patriotismo com seu país, o Japão. Eles crêem que a Terra não existe apenas para suprir as necessidades das pessoas. "É a residência sagrada dos deuses, dos espíritos de seus antepassados..." A Terra deve ser cuidada, protegida e alimentada por um patriotismo intenso.

 

O Confucionismo oferece ao bushido, sua crença em relação aos seres humanos e suas famílias. Confucionismo ressalta o dever filial e as relações entre senhor e servo, pai e filho, marido e mulher, irmão mais velho e mais novo e entre amigos mais velhos e mais novos, que são seguidas pelos samurai. Junto com estas virtudes, o bushido também prega a justiça, benevolência, amor, sinceridade, honestidade, e autocontrole. Justiça é um dos principais fatores no código do samurai, assim como o amor e a benevolência que são suntuosas virtudes dos samurais.

 

Preceitos do Bushido

Seu maior princípio era buscar uma morte com dignidade, conforme expresso no Hagakure (oculto nas folhas), um dos mais importantes tratados acerca do Bushido, escrito por Yamamoto Tsunetomo, um samurai da província de Nabeshima, atual Saga, em 1716.

 

Um samurai jamais poderia se entregar e deveria estar sempre preparado para a morte. Além disso, a honra do samurai, de seus antepassados e de seu senhor deveria ser preservada por ele. Outros aspectos importantes é que um samurai jamais pode fugir de uma luta. Mesmo apenas um samurai contra um exército de oponentes, ele não pode abandonar a luta. O samurai também deve estar sempre do lado da justiça e ter compaixão com seu inimigo derrotado ou mais fraco. Lealdade, etiqueta, educação e noção de gratidão eram outras coisas que o Bushido pregava. Um samurai honrado deveria ser leal ao seu daimyo(senhor feudal), Shogun e Imperador.

 

No geral, guerreiro é aquele que busca seu próprio caminho. Muitas pessoas podem estar perfeitamente buscando o caminho sem saber disso. Guerreiro é a pessoa que tem um objetivo, e que por meio deste, passa a ter consciência de seu dom e suas limitações. Através dessa consciência, o guerreiro atinge sua meta, combinada com a vontade de vencer fraquezas, temores e limitações.

 

Cada pessoa trilha seu próprio caminho, já que existem vários caminhos: como o caminho da cura pelo médico, o caminho da literatura pelo poeta ou escritor, e muitas outras artes e habilidades. Cada pessoa pratica de acordo com a sua inclinação. Por isso pode-se chamar de guerreiro, aquele que segue seu caminho específico.

 

Porém, no bushido, a palavra guerreiro significa muito mais do que isso. O termo bushi não pode ser designado a qualquer um. O bushi é diferente, pois seus estudos do caminho baseiam-se em superar os homens. A casta guerreira se distingue das demais por sua fidelidade e honra, a palavra do guerreiro vale mais do que tudo.

 

O caminho do guerreiro é o caminho da pena e da espada, esse conceito vem do antigo Japão feudal e determinava que o guerreiro (bushi) dominasse tanto a arte da guerra quanto a leitura, e que ele deve apreciar ambas as artes. O bushi deve aprender o caminho de todas as profissões, se informar sobre todos os assuntos, apreciar as artes e quando não estiver ocupado em suas obrigações militares, deverá estar sempre praticando algo, seja a leitura ou a escrita, armazenando em sua mente a história antiga e o conhecimento geral, comportando-se bem a todo momento para ter uma postura digna de um samurai, tudo isso sem desviar do verdadeiro caminho, o bushido.

 

A etiqueta deve ser seguida, todos os dias da vida cotidiana, assim como na guerra pelos samurais. Sinceridade e honestidade são as virtudes que avaliam suas vidas. Transcender um pacto de fidelidade completa e confiança esta ligado à dignidade. Os samurais também precisavam ter autocontrole, desapego e austeridade para manter sua honra, em função disso, podemos dizer que o samurai é o guerreiro completo e seu código de honra - o bushido - tem forte influência no estilo de vida do povo japonês e oferece uma explicação do caráter e da indomável força interior desse povo.

 

Para o bushido, o caminho do guerreiro exige que a conduta de um homem seja correta em todos os sentidos, dessa forma, a preguiça é um mal que deve ser abominado. Mas existem problemas quando a pessoa se apóia no futuro, pois torna-se preguiçosa e indolente, já que deixa para amanhã, aquilo que poderia ser feito hoje. Pessoas que agem dessa maneira, não seguem o verdadeiro preceito do bushido, que de um modo geral, é a aceitação resoluta da morte.

 

 

Se o guerreiro tem plena consciência da morte, evitará conflitos, estará livre de doenças, além de ter uma personalidade com muitas qualidades e diferenciada às dos demais seres humanos. O guerreiro vive o presente sem se preocupar com o amanhã, de modo que quando contempla as pessoas, sente como se nunca mais fosse vê-los novamente, e portanto, seu dever e consideração as pessoas, serão profundamente sinceros. O verdadeiro guerreiro é aquele que aceita a morte, dessa maneira, ele não irá se meter em discussões desnecessárias que venham a provocar um conflito maior, já que assim ele pode acabar sendo morto, e isso talvez resultaria na sua desonra ou afligiria a reputação e nome de sua família. Se a idéia de morte é mantida, será cuidadoso e suscetível de ser discreto e não dirá coisas que ofendam às outras pessoas. Também não cometerão excessos doentios com a comida, bebida e sexo, usando a moderação e a privação em tudo, permanecendo livre de doenças e mantendo uma vida saudável.



Escrito por ECEM às 15h34
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História do teatro

O vocábulo grego Théatron estabelece o lugar físico do espectador, "lugar onde se vê". Entretanto o teatro também é o lugar onde acontece o drama frente aos espectadores, complemento real e imaginário que acontece no local de representação. Ele surgiu, supõe-se, na Grécia antiga, no século IV a.C..

Toda reflexão que tenha o drama como objeto precisa se apoiar numa tríade teatral: quem vê, o que se vê, e o imaginado. O teatro é um fenômeno que existe nos espaços do presente e do imaginário, e nos tempos individuais e coletivos que se formam neste espaço.

O teatro é uma arte em que um ator, ou conjunto de atores, interpreta uma história ou atividades, com auxílio de dramaturgos, diretores e técnicos, que têm como objetivo apresentar uma situação e despertar sentimentos no público.

Grécia antiga

 

O antigo teatro de Delfos,(Grécia).A consolidação do teatro, enquanto espetáculo, na Grécia antiga deu-se em função das manifestações em homenagem ao deus do vinho, Dionísio (equivalente ao deus romano Baco). A cada nova safra de uva, era realizada uma festa em agradecimento ao deus, através de procissões.

 

Com o passar do tempo, essas procissões, que eram conhecidas como "Ditirambos", foram ficando cada vez mais elaboradas, e surgiram os "diretores de coro" (os organizadores das procissões).

 

Nas procissões, os participantes se embriagavam, cantavam, dançavam e apresentavam diversas cenas das peripécias de Dionísio. Em procissões urbanas, se reuniam aproximadamente vinte mil pessoas, enquanto que em procissões de localidades rurais (procissões campestres), as festas eram menores.

 

O primeiro diretor de coro foi Téspis, que foi convidado pelo tirano Préstato para dirigir a procissão de Atenas. Téspis desenvolveu o uso de máscaras para representar pois, em razão do grande número de participantes, era impossível todos escutarem os relatos, porém podiam visualizar o sentimento da cena pelas máscaras.

 

O "Coro" era composto pelos narradores da história, que através de representação, canções e danças, relatavam as histórias do personagem. Ele era o intermediário entre o ator e a platéia, e trazia os pensamentos e sentimentos à tona, além de trazer também a conclusão da peça. Também podia haver o "Corifeu", que era um representante do coro que se comunicava com a platéia.

 

Em uma dessas procissões, Téspis inovou ao subir em um "tablado" (Thymele – altar), para responder ao coro, e assim, tornou-se o primeiro respondedor de coro (hypócrites). Em razão disso, surgiram os diálogos e Téspis tornou-se o primeiro ator grego.

 

Teatro no Brasil

 

O teatro no Brasil surgiu no século XVI, tendo como motivo a propagação da fé religiosa. Dentre uns poucos autores, destacou-se o padre José de Anchieta, que escreveu alguns autos (antiga composição teatral) que visavam a catequização dos indígenas, bem como a integração entre portugueses, índios e espanhóis. Exemplo disso é o Auto de São Lourenço, escrito em tupi-guarani, português e espanhol.

 

Um hiato de dois séculos separa a atividade teatral jesuítica da continuidade e desenvolvimento do teatro no Brasil. Isso porque, durante os séculos XVII e XVIII, o país esteve envolvido com seu processo de colonização (enquanto colónio de Portugal) e em batalhas de defesa do território colonial. Foi a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, em 1808, que trouxe inegável progresso para o teatro, consolidado pela Independência, em 1822.

 

O ator João Caetano formou, em 1833, uma companhia brasileira. Seu nome está vinculado a dois acontecimentos fundamentais da história da dramaturgia nacional: a estréia, em 13 de março de 1838, da peça Antônio José ou O Poeta e a Inquisição, de autoria de Gonçalves de Magalhães, a primeira tragédia escrita por um brasileiro e a única de assunto nacional; e, em 4 de outubro de 1838, a estréia da peça O Juiz de Paz na Roça, de autoria de Martins Pena, chamado na época de o "Molière brasileiro", que abriu o filão da comédia de costumes, o gênero mais característico da tradição cênica brasileira.

 

Gonçalves de Magalhães, ao voltar da Europa em 1867, introduziu no Brasil a influência romântica, que iria nortear escritores, poetas e dramaturgos. Gonçalves Dias (poeta romântico) é um dos mais representativos autores dessa época, e sua peça Leonor de Mendonça teve altos méritos, sendo até hoje representada. Alguns romancistas, como Machado de Assis, Joaquim Manuel de Macedo, José de Alencar, e poetas como Álvares de Azevedo e Castro Alves, também escreveram peças teatrais no século XIX.

 

O século XX despontou com um sólido teatro de variedades, mescla do varieté francês e das revistas portuguesas. As companhias estrangeiras continuavam a vir ao Brasil, com suas encenações trágicas e suas óperas bem ao gosto refinado da burguesia. O teatro ainda não recebera as influências dos movimentos modernos que pululavam na Europa desde fins do século anterior.

 

Os ecos da modernidade chegaram ao teatro brasileiro na obra de Oswald de Andrade, produzida toda na década de 1930, com destaque para O Rei da Vela, só encenada na década de 1960 por José Celso Martinez Corrêa. É a partir da encenação de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, que nasce o moderno teatro brasileiro, não somente do ponto-de-vista da dramaturgia, mas também da encenação, e em pleno Estado Novo.

 

Surgiram grupos e companhias estáveis de repertório. Os mais significativos, a partir da década de 1940, foram: Os Comediantes, o TBC, o Teatro Oficina, o Teatro de Arena, o Teatro dos Sete, a Companhia Celi-Autran-Carrero, entre outros.

 

Quando tudo parecia ir bem com o teatro brasileiro, a ditadura militar veio impor a censura prévia a autores e encenadores, levando o teatro a um retrocesso produtivo, mas não criativo. Prova disso é que nunca houve tantos dramaturgos atuando simultaneamente.

 

Com o fim do regime militar, no início da década de 1980, o teatro tentou recobrar seus rumos e estabelecer novas diretrizes. Surgiram grupos e movimentos de estímulo a uma nova dramaturgia.



Escrito por ECEM às 15h34
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Cultura

Cultura (do latim cultura, cultivar o solo, cuidar) é um termo com várias acepções, em diferentes níveis de profundidade e diferente especificidade. São práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço. Se refere a crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e identifica uma sociedade. Explica e dá sentido a cosmologia social, é a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período.

Ciências sociais - (latu sensu) é o aspecto da vida social que se relaciona com a produção do saber, arte, folclore, mitologia, costumes, etc., bem como à sua perpetuação pela transmissão de uma geração à outra.

Sociologia - o conceito de cultura tem um sentido diferente do senso comum. Sintetizando simboliza tudo o que é aprendido e partilhado pelos indivíduos de um determinado grupo e que confere uma identidade dentro do seu grupo que pertença. Na sociologia não existem culturas superiores, nem culturas inferiores pois a cultura é relativa, designando-se em sociologia por relativismo cultural, isto é, a cultura do Brasil não é igual à cultura portuguesa, por exemplo: diferem na maneira de se vestirem, na maneira de agirem, têm crenças, valores e normas diferentes... isto é, têm padrões culturais distintos.

Filosofia - cultura é o conjunto de manifestações humanas que contrastam com a natureza ou comportamento natural. Por seu turno, em biologia uma cultura é normalmente uma criação especial de organismos (em geral microscópicos) para fins determinados (por exemplo: estudo de modos de vida bacterianos, estudos microecológicos, etc.). No dia-a-dia das sociedades civilizadas (especialmente a sociedade ocidental) e no vulgo costuma ser associada à aquisição de conhecimentos e práticas de vida reconhecidas como melhores, superiores, ou seja, erudição; este sentido normalmente se associa ao que é também descrito como “alta cultura”, e é empregado apenas no singular (não existem culturas, apenas uma cultura ideal, à qual os homens indistintamente devem se enquadrar). Dentro do contexto da filosofia, a cultura é um conjunto de respostas para melhor satisfazer as necessidades e os desejos humanos. Cultura é informação, isto é, um conjunto de conhecimentos teóricos e práticos que se aprende e transmite aos contemporâneos e aos vindouros. A cultura é o resultado dos modos como os diversos grupos humanos foram resolvendo os seus problemas ao longo da história. Cultura é criação. O homem não só recebe a cultura dos seus antepassados como também cria elementos que a renovam. A cultura é um fator de humanização. O homem só se torna homem porque vive no seio de um grupo cultural. A cultura é um sistema de símbolos compartilhados com que se interpreta a realidade e que conferem sentido à vida dos seres humanos.

Antropologia - esta ciência entende a cultura como o totalidade de padrões aprendidos e desenvolvidos pelo ser humano. Segundo a definição pioneira de Edward Burnett Tylor, sob a etnologia (ciência relativa especificamente do estudo da cultura) a cultura seria “o complexo que inclui conhecimento, crenças, arte, morais, leis, costumes e outras aptidões e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade”. Portanto corresponde, neste último sentido, às formas de organização de um povo, seus costumes e tradições transmitidas de geração para geração que, a partir de uma vivência e tradição comum, se apresentam como a identidade desse povo.

O uso de abstração é uma característica do que é cultura: os elementos culturais só existem na mente das pessoas, em seus símbolos tais como padrões artísticos e mitos. Entretanto fala-se também em cultura material (por analogia a cultura simbólica) quando do estudo de produtos culturais concretos (obras de arte, escritos, ferramentas, etc.). Essa forma de cultura (material) é preservada no tempo com mais facilidade, uma vez que a cultura simbólica é extremamente frágil.

A principal característica da cultura é o chamado mecanismo adaptativo: a capacidade de responder ao meio de acordo com mudança de hábitos, mais rápida do que uma possível evolução biológica. O homem não precisou, por exemplo, desenvolver longa pelagem e grossas camadas de gordura sob a pele para viver em ambientes mais frios – ele simplesmente adaptou-se com o uso de roupas, do fogo e de habitações. A evolução cultural é mais rápida do que a biológica. No entanto, ao rejeitar a evolução biológica, o homem torna-se dependente da cultura, pois esta age em substituição a elementos que constituiriam o ser humano; a falta de um destes elementos (por exemplo, a supressão de um aspecto da cultura) causaria o mesmo efeito de uma amputação ou defeito físico, talvez ainda pior.

Além disso a cultura é também um mecanismo cumulativo. As modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte, de modo que a cultura transforma-se perdendo e incorporando aspectos mais adequados à sobrevivência, reduzindo o esforço das novas gerações.

Um exemplo de vantagem obtida através da cultura é o desenvolvimento do cultivo do solo, a agricultura. Com ela o homem pôde ter maior controle sobre o fornecimento de alimentos, minimizando os efeitos de escassez de caça ou coleta. Também pôde abandonar o nomadismo; daí a fixação em aldeamentos, cidades e estados.

A agricultura também permitiu o crescimento populacional de maneira acentuada, que gerou novo problema: produzir alimento para uma população maior. Desenvolvimentos técnicos – facilitados pelo maior número de mentes pensantes – permitem que essa dificuldade seja superada, mas por sua vez induzem a um novo aumento da população; o aumento populacional é assim causa e conseqüência do avanço cultural.

 

Cultura e identidade

 

Na percepção individual ou coletiva da identidade, a cultura exerce um papel principal para delimitar as diversas personalidades, os padrões de conduta e ainda as características próprias de cada grupo humano.

 

Para o teórico Milton Santos, o conhecimento e o saber se renovam do choque de culturas, sendo a produção de novos conhecimentos e técnicas, produto direto da interposição de culturas diferenciadas - com o somatório daquilo que anteriormente existia. Para ele, a globalização que se verificava já em fins do século XX tenderia a uniformizar os grupos culturais, e logicamente uma das conseqüências seria o fim da produção cultural, enquanto gerador de novas técnicas e sua geração original. Isto refletiria, ainda, na perda de identidade, primeiro das coletividades, podendo ir até ao plano individual.



Escrito por ECEM às 15h25
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Academia

Às segundas, quartas e sextas-feiras acontece aulas de ginástica a partir das 18h30.



Escrito por ECEM às 14h43
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Bushidô

 

Os treinos são com duas turmas infantis e duas turmas adultas. Idade a partir dos 08 anos, com aulas às terças e quintas-feiras, das 15h30 às 17h e das 17 às 18h30. Adultos das 19h30 às 21h.



Escrito por ECEM às 10h22
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Teatro Trapos e Cacos

Em cena com a peça SAC, Serviço de Atendimento ao Consumidor, texto criado pelos próprios atores, em jogo de improvisação

Os ensaios são de Sábado e Domingo a partir das 14h.



Escrito por ECEM às 10h15
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Capoeira

 

 

Os treinos são de Segunda, Quarta e Sexta ás 19h30



Escrito por ECEM às 10h11
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Centro Cultural também no orkut

Acessem: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?origin=is&uid=10793622862444251635

O Centro Cultural "Estação Mirandópolis" é um espaço aberto a todos aqueles que amam a cultura e planejam desenvolver ou participar de atividades sócio-culturais e esportivas como uma opção a mais.
Com aulas de artes marciais, música, dança, ginástica, teatro, reforço escolar entre outras atividades, o Centro Cultural é mantido por patrocínios e trabalhos de voluntários... toda doação é revertido em benefício do local.
Venha nos conhecer, na antiga Estação Ferroviária de Mirandópolis.
Dê sugestões... faça suas críticas, enfim... participe do que acontece em sua cidade, só assim você poderá realmente reclamar caso ela não lhe ofereça o suficiente.

Trapos e Cacos: http://traposecacos.nafoto.net/



Escrito por ECEM às 09h27
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